RECORDAR É REVIVER
Lembrando de quado eu era criança Em Visconde Rio Branco Minas Gerais. Tinha uma vida cheia de alegrias e felicidade, acordava e tomava café com broa feita pela minha mãe D'janira e pegava uma cestinha com verduras da horta que meu pai Juvêncio cuidava, e saia para vender, Etc fez também um campinho de futebol onde eu e meus primos filhos do tio Chico de Amorim se divertiam com uma bola feita de meia. Duas vezes do mês a gente ia pra roça pra casa de nosso avô Zequinha de Moura. O casarão tinha uma escada que descia para cozinha onde tinha uma grande mesa e um fogão de barro com templa de ferro. Do lado de fora ficava o forno também de barro. No grande terreno ficavam as criações de porco, galinha, cavalo ,bois e os cachorros. Eu, Adir, Fiim,Didi. Nazira e Helinho tínhamos um fim de semana feliz.Voltando a cidade era a vez de voltar a escola, no Grupo Escolar Calos Soares que tinha como diretor professor Tarciso, a professora de música Dona Violeta gordona que, quando sentava num banco redondo do piano a gente ria baixinho e ela começava a tocar e todos cantando o hino Nacional, Cisne branco etc. e a minha professora Dona Zeni, Eu, além vencer verduras trabalhava na sapataria do Chiquinho Peron, que era também musico e quando ia tocar em festinhas de bairros eu ia carregando a malinha de partituras e a irmã dele Luiza era a cantora que sempre cantava " O nosso amor traduzindo felicidades a feições.''
, Lembro também do Circo que meu pai fez ao lado da nossa casa lá no auto do Rosário. O Helinho era o palhaço Pirulito,a Didi Dona Zeca,a Nazira, mocinha do teatro e no trapézio o Fiim, na roleta da morte Adir aquele que entrava dentro do pneu saia rodando ao redor do picadeiro e Eu na bilheteria cobrando 5 palitos de fósforo crianças e adultos 10. Acidente no circo o Fiim foi fazer bonito no trapézio e caiu de uma altura de 30 centímetros. Mas, como alegria do pobre dura pouco, fiquei sem mãe , veio a tristeza e, dai pra frente eu meus irmãos ficamos sem estudar, morar e nosso pai sem saber o que fazer com o João recém nascido de 5 meses que ficou com a madrinha José 2 anos, também com a madrinha. Mais tarde, Eu,Adir e Adilha viemos pra Volta Redonda onde meu pai trabalhava na CSN. Maia uma vez, veio o pior pois ele foi acidentado e o jeito que tinha era pedir nossa guarda aos irmãos no Rio de Janeiro. Eu arranjei um serviço de office-boy na Interpress agência de noticias, minha irmã ficou num orfanato até a maioridade. Mais tarde viemos para Barra do Piraí. O José, que ficou com madrinha em Visc.do Rio Branco, hoje é um grande empreendedor em Búzios RJ e eu sempre me virando para ter uma vida melhor. Aqui estou até hoje, feliz com minha família.















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