sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Grupo Escolar Joaquim de Macedo

Esta é foto do prédio onde funcionou a sede do colégio Joaquim de Macedo na Rua Angélica no Bairro de Santana, inaugurada em 1933 pelo prefeito Arthur Leandro da Casta. Tendo como Diretora a Professora Virginia Vitorino.O patrono do colégio na época escolhido foi uma homenagem ao Grande amigo de Dom Pedro 11, Dr. Joaquim Manuel de Macedo, que alem de Medico era um famoso Professor de História e Geografia, ligado a família Imperial,. J.M. foi também o fundador ,Secretario e orador do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e Director da Instrução Pública da Corte (1866).
         

                                                          Dr.Manoel Joaquim de Macedo                                                                        


Recordando G7,
 J. Mayrink, entrevistando  o cantor Ruan Daniel, antes da sua apresentação no palco da Rádio Difusora Vale do Paraíba, por ocasião do aniversário da emissora que estava com o auditória repleto de convidados e fãs, a espera^de ouvir da sua maravilhosa voz.
Galeria Santos Dumont
Depois de alguns anos fora do Brasil, chegou ao Rio de Janeiro dia  2 de Dezembro de 1928 Alberto Santos Dumont, que foi homenageado pelo seus conterrâneos pelo feito do 14 Bis, seguindo logo para São Paulo seu real destino. Mas devido a um descarrilamento de trem em Vargem Alegre foi obrigado a permanecer em Barra do Pirai, e andando pela cidade avistou o Rio Pirai e disse a seus acompanhantes “Que beleza! Tão parecidas as águas deste rio com as do Rio Sena em Paris”. Em Homenagens aos elogios do Pai da Aviação, o Prefeito Arthur Leandro da Costa, mandou  preparar uma galeria na beira do rio e batizou-a com seu nome.  Mais tarde o Prefeito João Camerano mandou construir a Rodoviária, em formato do 14 Bis que foi inaugurada pelo prefeito Iago Valério em 1955. Mas todos estes reconhecimentos,  foram esquecidos pelas autoridades e, hoje, do pedacinho que sobrou da galeria, só resta o nome e a rodoviária foi completamente   transformada perdendo a forma original.   Quando encontrei a estátua em homenagem ao conterrâneo mineiro no Parque Nacional de Iguaçú, me lembrei do esquecimento barrense. Sería tão bom e uma beleza para a cidade, se os irmãos Jorge e João Aiex,  tivessem realizado o seus projeto que era a construção de um  edifício na divisa com a linha da Estrada de Ferro, onde era a residencia de João Aiex, em frente a Rodoviária,  dando continuação a Galeria  que seria a ligação com a Praça Nilo Peçanha onde ficava o hotel construído por eles em em l95l. 

      
                                                                                                                                              Odir 

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Sede do Royal Sport Clube

Esta  foi a primeira sede do Royal S. Clube fundado em 1925. Na foto,  com o presidente Dr. Joaquim  Ovídio  dos Santos  Mello, os fundadores do Tricolor Barrense: Homero Lara,  Eustachio Selmann,  Álvaro  Reis  filho, Afonso Américo de Andrade, Pedro José Abbud,  Sebastião Cosate, Georgete  Silva, Olímpio Canaan, Francisco de Paula Assunção, José Eugênio Mexas, José de Aquino Rocha e Eliezer de Lima França .

Cristo apareceu nas núvens

Passando pela Praça Nilo Peçanha a noite vi o Cristo da Igreja de São Benedito com um pouco de claridade e me lembrei de quando foi realizado o 2º Congresso Eucarístico em Barra do Pirai. Foi uma magnífica festa religiosa.  A redinha  chegava com seu vagões de passageiros lotados e  os  ônibus de várias partes também.Os  trens  da Central com seus  horários  especiais  traziam romeiros de todas as cidades da região. Uma verdadeira  multidão de católicos  ocuparam a cidade. Me veio  então a lembrança  da imagem do Cristo,  refletida nas nuvens, num efeito especial  do grande holofote que foi colocado na jardim da Praça.
                                                                                                                                               Odir

              
                                                           

sábado, 2 de novembro de 2013

De passador de roupas a passador de caras pro  papel


Em 1950 quando cheguei a Barra do Pirai para visitar meu pai que tinha mudado de Volta Redonda  para esta cidade, fique encantado com a tranquilidade e com os primeiros contatos que tive com alguns barrenses. Junto com meu pai  estava um amigo dele que era um rapaz mulatinho e muito simpático de nome Claudionor e que, durante os dias em que estive aqui, me serviu de companhia. Certa vez,  em conversa com este novo amigo, ele me perguntou porque eu não ficava aqui ? eu disse a ele que eu tinha meu trabalho no Rio e tinha que voltar, ele então me prometeu  arranjar um serviço e disse saber onde tinha um lugar que precisava de um passador de roupas e se eu queria ver. Fui e gostei porque era pertinho de casa, ficava mais perto de meu pai  já tinha bastante tempo que vivíamos muito separados e ele se encontrava também doente precisando de uma assistência minha. No local deste serviço conversei com o dono que era um alfaiate polonês de nome Majelec Cuquier,  na praça Nilo Peçanha onde fica hoje o prédio do João Aiex, este lugar tinha uma casa velha de quatro cômodos onde funcionava a fábrica de roupas femininas. Um dos  quartos estava lotado de peças de roupas para passar. A empreitada me interessou já que ganharia por peça. Na pequena fabrica trabalhavam três costureiras, uma encarregada de nome Naire uma moça do escritório de nome Lídia. Fiz amizade com elas e assim ampliei meus relacionamentos e passei a conhecer melhor a cidade.Eu tinha uma pequena maquina fotográfica  e, como gostava de registrar tudo,  comecei a tirar fotos dos lugares onde ia. Fui conhecendo mais pessoas e ganhado  alguns trocados a mais. PassadoS alguns aos me casei e fui morar no Bairro do Sto.Cristo na casa do Zé Bilheteiro na rua Andrade Pinto e nesta época eu comprei uma velha Maquina de fotografias destas conhecidas como Lambe- Lambe e, com ela,  tirei pela primeira vez uma foto 3x4 do meu irmão José Gonzaga de Souza, para tirar sua carteira. Isto foi o inicio de uma nova profissão. Dalí em diante nasceu o Fotodir, fazendo revelador, fixador,tirando fotos e passando as caras pro papel.  DELIVERY o  fotodir criou o sistema de fotos 3x4  sob encomenda pelo telefone, era só encomendar pelo numero existente no envelope das fotos que era prontamente atendido.                                                                                                        
 
                                                                                                                                Odir

sexta-feira, 1 de novembro de 2013


FINADOS

"Já fui quem tu és,  amanhã tu serás quem eu sou"
Ha muitos anos passados,nesta época de finados  fui ao cemitério Santa Rosa conversar com Padre Reynato Breves,Administrador dos Cemitérios de Barra do Pirai, sobre a programação do dia naquele campo santo.  Ao encontrá-lo  entre as quadras de São Benedito, apareceu   um senhor que me pediu licença  e falou, sr. padre  terminei o relatório e agora vou na gráfica pegar os impressos.  Esta bem Eduardo vai lá que eu  vou conversar com o sr. Odir e  continuamos andando  rumo a segunda quadra onde seria o altar da missa  a ser  celebrada no Cemitério,  durante  todo o  dia em que se comemora os finados. Lá fomos abordados por um trabalhador braçal  que parou na nossa frente,apoiado no cabo da enxada e, pedindo licença, reverenciou  e falou, "sô pontifício, terminei lá na bobrera e bananal e agora vou pru mandiocal, quero ver se termino ainda hoje aquele eito". Tá bem Sr. Sebastião vai lá. Em continuação a nossa conversa peguei os dados para minha matéria do Jornal e sai pensando como é o tratamento das pessoas simples neste mundo, tão boas , educadas e inocentes. Agora de vezes em quando lembro do meu trabalho no dia adia, o qual me dava muito prazer.